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Simpósio sobre Arquitetura Popular no V ENANPARQ 2018
Simpósio sobre Arquitetura Popular no V ENANPARQ 2018
Igatu / Chapada Diamantina-Ba, 2016.
Espigueiros. Portugal, 2017.
Espigueiros. Portugal, 2017.

rquitetura popular

Autor(es): 

Pedro Levorin

Referência bibliográfica: 

LEVORIN, Pedro. Incorporações: Imagem e materialidade de arquiteturas populares contemporâneas em sertões da Bahia. Trabalho de Curso (Graduação em Arquitetura e Urbanismo) - Associação Escola da Cidade. São Paulo, 257p., 2020. 

Eixos de análise abordados: 
Tecnologia tradicional no território e na edificação: vigências e usos contemporãneos
Construção autogerida em meio urbano: espaços e técnicas
Dados sobre o autor(es) e obra: 

Pedro Levorin é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Escola da Cidade - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (2020), orientado pela Profa. Dra. Marianna Boghosian Al Assal (Diretora Adjunta do Conselho Científico da Escola da Cidade).. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em História da Arquitetura e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: arquiteturas populares, cultura material e visual. Também possui experiência na área do Patrimônio Cultural (material e imaterial), por meio de estágio realizado no Escritório Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na cidade de Cachoeira, em 2018. Neste período, trabalhou fundamentalmente com a preservação de terreiros de candomblé, especificamente com o Zogbodo Male Bogum Seja Hunde (Roça do Ventura). Desde o primeiro semestre de 2020 integra um grupo de estudos que discute a categoria popular em arte e arquitetura, coordenado pelo Prof. Ms. Yuri Quevedo. O grupo, com estudantes em diferentes períodos da graduação, é recém-vinculado a Plataforma de Pesquisa nas Ruas, articulado pelo corpo docente da Sequência de História da Escola da Cidade. 
Informações obtidas em: http://lattes.cnpq.br/0078146680785521 

Sumário obra: 

Introdução 

Trança historigráfica 

• Sertão 

• Nordeste 

• Cultura popular 

Dimensões estéticas e simbólicas das fachadas de platibanda em sertões 

O governo Lula e a construção civil  

• Percepção histórica e consolidação de uma base 

• Construção: a convergência de um plano 

 

Resumo : 

Este Trabalho de Conclusão de Curso é resultado de um longo período de pesquisa de campo em três municípios de sertões baianos. A monografia se debruça sobre uma tipologia residencial específica: as casas com fachadas de platibanda revestidas com materiais industrializados. Essas edificações foram observadas em três municípios localizados em sertões da Bahia (Monte Santo, Uauá e Curaçá) e funcionam como prismas para se compreender as recentes transformações socioeconômicas da região. O trabalho assinala também a permanência da intencionalidade estética presente em antigas fachadas caiadas, mesmo que produzidas por outro tipo de trabalho pelos pedreiros ou mesmo pelo que se entende como "moradores-construtores". A partir de uma leitura imagética, técnica e material das fachadas, a discussão as relaciona com medidas estabelecidas a partir dos dois mandatos do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (2003-2010), ocasião em que a construção civil tornou-se um dos principais alicerces do crescimento nacional da primeira década do milênio, a partir de programas implementados nos governos petistas. Por isso, nesses sertões são percebidos o alinhamento de uma outra capacidade de consumo por parte da população, com a produção e a interiorização de materiais de construção, a ampliação desse setor industrial, bem como grandes transformações na imagem e na configuração da paisagem. A pesquisa orientou-se por três diretrizes principais. A primeira enfatiza a necessidade de se ampliar o tema dentro do debate acadêmico, de modo que arquiteturas populares não sejam apenas um sinônimo de construções cujas técnicas são tradicionais e vernaculares. O esforço realizado tem, assim, o objetivo de alargar as perspectivas e o interesse sobre suas diversas manifestações, assim como acompanhar o movimento das culturas de classes populares, que, recentemente, passaram por substanciais transformações socioeconômicas. É este o motivo que faz com que seja necessário ampliar o olhar para o que se chama de popular. A segunda orientação, por tocar em questões específicas da região em que essas casas se encontram, procura colocar o caráter imagético dessas arquiteturas populares frente às históricas construções estéticas, culturais, poéticas, artísticas etc., que estigmatizam noções de sertão e Nordeste. Por fim, procura contribuir com a discussão dessas realidades urbanas, cujas bases são particulares, mas que integram uma realidade de transformação expressiva em dimensão nacional, que se estende muito provavelmente a interiores de outros estados brasileiros – principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A arquitetura das fachadas de platibanda se encontra num ponto de gravidade essencial. É mediadora entre o espaço da cidade, heterogêneo e coletivo, e o doméstico, individual. É o que articula a técnica do trabalho de pedreiros, suas expressões estéticas, com as condições históricas, sociais e econômicas de seu tempo. As fachadas, enquanto receptáculos ativos, elaboram as interações sociais, econômicas, políticas, culturais e simbólicas. Possibilitam o reconhecimento de especificidades de determinados grupos, tempo e espaço. Em suma, põe em contato com diversos setores e instâncias simbólicas na sua execução. A fachada, portanto, é a elaboração de um processo histórico; uma permanência que incorpora transformações de um tempo, explicitando-as. 

Data do Preeenchimento: 
domingo, 28 Fevereiro, 2021 - 23:45
Pesquisador Responsável: 

Pedro Levorin

Data da revisão: 
segunda-feira, 22 Março, 2021 - 10:30
Responsável pela Revisão: 

Marcia Sant'Anna

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