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Simpósio sobre Arquitetura Popular no V ENANPARQ 2018
Simpósio sobre Arquitetura Popular no V ENANPARQ 2018
Igatu / Chapada Diamantina-Ba, 2016.
Espigueiros. Portugal, 2017.
Espigueiros. Portugal, 2017.

Angola

ISBN ou ISSN: 

Não há esta informação.

Autor(es): 

Günter Weimer

Referência bibliográfica: 

WEIMER, Günter. Adaptação da Arquitetura Popular Portuguesa aos Trópicos Sul-Americanos. In: Actas do 1º Colóquio Internacional de Arquitectura Popular. Arcos de Valdevez: Casa das Artes de Arcos de Valdevez – Município de Arcos de Valdevez, 2013.

Disponível em: <https://sites.google.com/site/coloquioarquitecturapopular/>

Eixos de análise abordados: 
Conceitos e métodos
Saberes tradicionais e espaço arquitetônico
Construção autogerida em meio urbano: espaços e técnicas
Território e etnicidade
Dados sobre o autor(es) e obra: 

Günter Weimer é arquiteto, graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1963), mestre em História da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1981) e doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1990). Atualmente é professor convidado do Programa de Pós-graduação em Urbanismo (PROPUR) da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase nos seguintes temas: arquitetura popular, história da arquitetura, imigração alemã, açorianos no Brasil e Rio Grande do Sul.

Informações obtidas em: http://lattes.cnpq.br/9294112826574839.

Sumário obra: 

Não se aplica.

Resumo : 

O autor acredita que a arquitetura popular, tema digno de estudo em Portugal, era “tabu” no Brasil pela baixa-estima quanto às origens da nação: os índios seriam selvagens; os negros africanos, igualmente depreciados; e a herança portuguesa, malquista nas duas “descolonizações” referentes à Independência do Brasil e à República. Como a vida familiar era cuidada pelas mulheres – nativas ou africanas – se o exterior da arquitetura mostrava-se lusitano, a presença de outras etnias se revelaria nesse âmbito. O autor busca então as contribuições dos “párias da sociedade colonial”. Dada a ausência de bibliografia sobre as realizações dos africanos, realizou quatro viagens à África, encontrando vasta variedade de arquitetura. Iniciou pela costa atlântica, junto com Moçambique, encontrando uma arquitetura muito bem adaptada aos trópicos, com edificações monofuncionais, separadas entre si, com ampla ventilação cruzada pela elevação do teto acima do acabamento das paredes, dispensando janelas. O emprego de amplos beirais na proteção contra o sol o leva a sustentar que as varandas brasileiras não teriam vindo do Extremo Oriente como se diz, e sim da África. Nos engenhos de cana-de-açúcar, as senzalas seriam transposições das sanzalas, nome quimbundo para uma forma urbana comum entre o norte de Angola e o Gabão. Como o quilombo, nome quimbundo para vila ou povoado, havendo a adaptação no Brasil para uma moradia “polifuncional” inexistente na África. Também as formações urbanas teriam reminiscências africanas nas tipologias arquitetônicas e urbanísticas. NO que toca à contribuição indígena, o autor parte de uma polêmica sobre a origem das casas subterrâneas encontradas no Rio Grande do Sul, com cobertura de matéria orgânica e base escavada no solo. Por ocasião da elaboração da Enciclopédia da Arquitetura Vernácula do Mundo, sob coordenação de Paul Oliver, encontrou soluções similares nos ainus das ilhas de Hokkaido e Sakalina. Lembrando que os povos mongólicos tiveram domínio sobre mais da metade das terras do globo terrestre, cogitou o parentesco dos índios Caingangues com aqueles ainus. Propõe um estudo filológico identificando os rastros das tipologias arquitetônicas, de um tipo que migrou do norte da Ásia pelas ilhas Aleutas, passando pela América do Norte e Central, a partir da literatura científica de cada lugar: soviética, norte-americana e latino-americana. Explana sobre a evolução da forma e material empregado, defendendo que na América do Sul os tipos se desenvolveram em diversas linhas, formando tramas paralelas e redes complexas. Apresenta algo do estado da arte da Arquitetura Popular no Brasil, com trabalhos sobre as construções de enxaimel dos imigrantes alemães, a transição das casas de pedra para as de tábuas dos imigrantes italianos, a produção em blokhaus dos imigrantes poloneses, as igrejas ortodoxas ucranianas, a arquitetura baixo-saxã dos produtores de laticínios holandeses. Observa que Portugal é um país estabilizado, com população equivalente a 5,4% do total da brasileira, num território que é 1% do brasileiro e, portanto, com densidade 5 vezes maior. O Brasil apresenta, para o autor, os extremos da humanidade, com uma população mais estável, como a negra, e outra móvel, como a indígena, e etnias muito variadas, em processo veloz de transformação, animadas pela herança portuguesa de “relativa tolerância étnica”.

Data do Preeenchimento: 
quarta-feira, 24 Fevereiro, 2016 - 10:45
Pesquisador Responsável: 

Daniel Juracy Mellado Paz

Data da revisão: 
domingo, 28 Fevereiro, 2016 - 10:45
Responsável pela Revisão: 

Marcia Sant’Anna

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